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Inca Experince

  • 3 de mai. de 2018
  • 6 min de leitura

Primeiramente olá ! Apesar da ausência por aqui, sei que muitos de vocês acompanharam a minha viagem pelo Instagram e isso me deixa muito feliz por ter tido a chance de compartilhar uma experiência tão maravilhosa.

A viagem para o Peru foi programada no final do ano passado após minha saída do programa Exathlon Brasil no final de outubro. Por volta do Natal, comecei a olhar algumas possibilidades que me possibilitassem explorar o lugares desconhecidos através de um propósito um pouco maior.

Os últimos dois anos, acabei indo para Ásia e Europa para realizar os retiros de bem estar e concretizar parcerias possibilitadas através do apoio de vocês nas redes sociais. Porém, desta vez de maneira surpreendente e espontânea eu acabei escolhendo o Peru.

Creio que muitos dos brasileiros tendem a não fornecer a atenção necessária a lugares extraordinários não só aqui no Brasil, mas na América do Sul de uma maneira geral. Esse foi um dos motivos que me levou a reavaliar algumas possibilidades que envolvessem essa desmistificação.

O motivo inicial da viagem foi para me especializar um pouco mais no caminho da Yoga. No ano passado eu conclui minha primeira formação de 200 horas em Hatha Yoga com um grupo Indiano bem tradicional, e como gosto de conhecer os dois lados da moeda, resolvi averiguar uma linha diferente chamada Ashtanga Yoga.

Para deixar tudo ainda mais interessante, o curso teria como sede a cidade de Taray, localizada no começo do Vale Sagrado dos Incas. Esse pequeno detalhe me cativou ainda mais para fazer algo diferente de tudo que já tinha feito, e a minha curiosidade em relação a Machu Picchu funcionou como catalisador para que minha decisão fosse tomada.

E foi assim que o universo me proporcionou passar 40 dias num pequeno vilarejo há poucas horas do famoso centro arqueológico de Machu Picchu, o berço da civilização Inca. No dia 24 de fevereiro de 2018 eu deixei o Brasil em direção a Cusco, a fim de conhecer de perto um pouco mais dessa cultura e de consolidar minha prática de Yoga.

Uma das coisas legais sobre essa viagem específica foi a facilidade em relação a logística. Inclusive, apesar de eu não ter feito isso desta vez, eu super indico quebrar a viagem e dormir algumas noites em Lima, pois a cidade é hoje considerada um dos grandes centros gastronômicos do mundo.

Sai do Brasil pela manhã, cheguei em Cusco no final da tarde e fui direto para o vilarejo de Taray. A casa que deu lugar ao programa de 300 horas de Ashtanga Yoga, mais conhecido como YTT (Yoga Teacher Training), fica localizada um pouco depois desse vilarejo que ficava próximo a uma pequena cidade chamada Pisaq.

Pisaq, apesar de pequena, é uma cidade conhecida não só pela cultura local, mas também por ser a cidade mais próxima de Cusco, bem no inicio do Vale. De Cusco, você consegue pegar uma van que te leva a Pisaq, de Pisaq para Taray você leva uns 5 min de Tuk Tuk ou uns 30 andando e de Taray para o local do curso, mais 2 minutos de Tuk Tuk ou uns 10 andando.

O lugar era simples, as construções eram bem básicas e a propriedade bem ampla. Muito verde, inclusive árvores de maçãs, peras, abacates e figos. A formatação da propriedade se dava da seguinte forma: uma casa principal com 8 quartos e 3 banheiros, um anexo lateral com mais 3 quartos e um banheiro, a casa onde eu fiquei na entrada da propriedade, com 2 quartos e 1 banheiro e algumas construções de áreas comuns, incluindo um tempo de cerimônias de medicinas da floresta e a sauna mais rústica que eu já entrei na minha vida.

Esse lugar especial leva o nome de Casa de Gopal, nome do dono da propriedade que já vive na região há uns 35 anos e hoje reside no topo da montanha. Lá em cima ele vive numa comunidade colaborativa com mais 17 pessoas que optaram em viver de forma alternativa longe de suas terras natais a fim de criar um modelo de sociedade que prega a união, a troca e o respeito principalmente pela mãe natureza.

Infelizmente, eu só vi o Gopal uma vez após uma cerimônia Inipi (cerimônia tradicional indígena norte americana), sendo assim, não tive como saber muito a seu respeito. Todavia, me senti privilegiado, pois todos falavam muito bem dele e pouquíssimos eram os que de fato o viam.

Assim que cheguei por lá, fui presenteado com o meu cantinho especial que ficava mais afastado da casa principal, o que me possibilitava mais momentos de solitude mesmo diante da continua interação com as 25 pessoas que participaram do curso.

Sou pisciano nato e preciso nadar em corais distintos, e muitas vezes distantes, a fim de encontrar minha paz. Gosto de interagir, mas amo ficar sozinho. A apreciação da minha companhia, a cada dia que passa, se torna mais valorizada na minha vida, principalmente com o auxílio da meditação e da Yoga.

E foi assim que tudo começou na imensidão do Vale Sagrado.

Na mochila não levei expectativas, pois estas tendem a vir acompanhadas das indesejáveis frustrações. Fui de cabeça e coração abertos para absorver todos os ensinamentos que estivessem ao meu alcance. E me mantive vulnerável diante dos acontecimentos, a fim de explorar um lado sempre evitado pela minha pessoa.

Na primeira semana do curso achei que não ia conseguir terminá-lo. A prática de Ashtanga é conhecida como uma prática muito forte fisicamente, porém diante do meu condicionamento, eu jamais pensei que isto viesse a ser um empecilho. “Poor guy!”As práticas eram diárias, de segunda a sábado das 6:30 as 10:30/11:00 em jejum.

Não sou de fraquejar diante de treinos ou de desafios que envolvam esforço físico, porém de um tempo para cá, tenho focado bastante em treinamentos da mente e do espírito a fim de atingir novos patamares.

Apesar do meu condicionamento, as práticas foram o primeiro grande desafio que encontrei por lá. Era uma luta constante entre eu e minha mente, a fim de superar os limites prévios com respeito e consciência em relação ao meu corpo.

Retratar um pouco disso hoje, me traz uma sensação maravilhosa de evolução e descobrimento diante da conexão entre mente, corpo e espírito. Inclusive, indico e incentivo vocês a iniciarem no caminho da Yoga para estreitar essa conexão perdida e altamente necessária na sociedade moderna.

A interação humana com pessoas dos mais diversos lugares, das mais distintas criações, porém com propósitos bem definidos e semelhantes, é algo muito especial. Estar aberto a esta troca e se aprofundar diante de diferentes assuntos, é no mínimo transformador.

Paralelo a tudo isso, viajar sozinho já é algo bem característico de pessoas que estão na busca, e essa independência misturada com uma certa solidão, nos incentiva a estarmos mais abertos diante de situações que um grupo talvez viesse a impossibilitar.

Tive o privilegio de me conectar com pessoas mais que especiais que estavam dispostas a compartilhar suas experiências. Tinha gente da Alemanha, do Canada, dos EUA, da Nova Zelândia, de Dubai, da África do Sul e do Egito. Uma mistura muito maneira para os que conseguem ver a beleza diante de qualquer diversidade.

Dia após dia, eu me conectava mais comigo mesmo e buscava a aceitação dentre as adversidades e os desafios impostos por ali. Me questionava bastante diante de pequenas situações que me colocavam fora da minha zona de conforto e ao longo desse processo comecei a ver toda a falta de controle como uma ótima maneira de trabalhar a adaptação e aceitação diante do que não podemos mudar.

Que experiência!

Como seres adaptáveis, as práticas matinais que um dia foram um pesadelo, logo se tornaram normais e as dificuldades iniciais se tornaram uma pequena lembrança em meio a evolução conjunta do grupo.

O processo de evolução, normalmente é desconfortável e desafiador. Para os que olham tudo muito de perto, encontram dificuldades em enxergar os benefícios que virão lá na frente. Por isso, a dica é: segue o fluxo! Entrega, confia, aceita e agradece!

E foi assim que tudo passou a fluir na mais perfeita sincronia em meio a perfeição do maravilhoso universo. Quando nos conscientizamos desse simples fato, tudo muda. E essa mudança normalmente vem acompanhada de uma deliciosa sensação de fluidez e pertencimento.

Assim, começamos a dar mais valor ao presente momento e deixamos de nos preocupar com o que pode vir a acontecer. Parece simples, mas o foco no agora, traz uma nova perspectiva diante de tudo que uma mente dispersa pode divagar.

O curso foi maravilhoso e as lembranças dessa experiência ficarão para sempre na minha memória. Mas o que quero deixar registrado aqui é a satisfação em poder compartilhar mais uma das minhas aventuras, e quem sabe assim, influenciar vocês a se arriscaram perante o desconhecido e principalmente o diferente.

Vivemos num mundo onde somos constantemente moldados a um determinado padrão a fim de atingir os requisitos necessários para uma vida normal. Isso acaba nos levando a uma tremenda perda das nossas essências em busca da satisfação de todos e acabamos esquecendo muitas vezes do mais importante, de nós mesmos.

Limitamos nosso potencial através de todas regras impostas desde do momento em que nascemos. Passamos a desacreditar em toda ideia que não se encaixe na trivialidade cotidiana. Podamos a nossa criatividade em busca da aceitação da mera normalidade. Criamos dentro de nós um abismo entre o que de fato somos e o que “precisamos” ser.

Por isso, vim aqui hoje para te lembrar uma coisa: Fuja dessa. Seja você!

Comentários


#BARBATIPS

#1

Medite. Tente ficar todo dia por um período mínimo de 10 minutos, sentado numa posição confortável, em silencio e sozinho. Namaste.

#2 

Beba água com limão em jejum. Ao acordar, aqueça um copo d'água no micro ondas por 30 segundos e adicione1 limão espremido. Após ingestão ficar 30 min sem comer nada.

#3

Congele suas frutas. Além de super prático, elas dão uma textura incrível para os shakes e não apodrecem. 100% de aproveitamento.

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